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A presença de Cristo na Beleza da Liturgia.

Por Rafael Gustavo, SDB
O que significa uma bela liturgia? Satisfazer o gosto dos “consumidores”?

A liturgia não é um gênero de consumo, a liturgia não é o supermercado da Igreja! Sabemos que a liturgia é sobretudo obra de Deus, adoração, acolhida, gratuidade. Devemos nos perguntar então quais são os critérios fundamentais da beleza da liturgia além dos gostos e modas.

Depois nos perguntamos: Por que ir à missa no domingo? O que é belo e atraente em nossa liturgia? Como a liturgia nutre e molda a fé? Essas perguntas costumam encontrar a seguinte justificativa: "Para rezar, não preciso ir à igreja, rezo melhor em minha casa". Ou: “A missa é sempre a mesma.” De fato, no Sínodo dos jovens realizado em Roma, um de seus pedidos dos jovens era o de uma liturgia fresca, autêntica e alegre, capaz de interceptar sua vida quotidiana (Christus Vivit 51).

E para que isso ocorra hoje é necessária uma nova forma de evangelização através a caminho dela beleza chamada via pulchritudinis, como lembra Papa Francisco a “evangelização jubilosa torna-se beleza na liturgia. A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia” (Evangelii Gaudium 24). Mas porque utilizar a via da beleza, porque esta via é uma possibilidade nova de falar aos olhos e ao coração do homem de hoje, anunciando a beleza da salvação que só encontramos em Jesus Cristo que é nosso caminho, verdade e vida.

A beleza de uma celebração eucarística não depende essencialmente da beleza arquitetônica, dos ícones, das decorações, das canções, das vestimentas sagradas, da coreografia e das cores, mas, antes de tudo, na transparência dos gestos de Cristo (cf. F. Cassingena-Trévedy, La bellezza della liturgia, 2003, p. 27).

Reproduzindo o mandamento recebido do Senhor: "Faça isso em memória de mim". O estilo litúrgico deve ser como o de Jesus: simples e austero. Desse modo, é o próprio ato de Cristo que precisa ser visto para atingir a beleza teológica da liturgia. A estética litúrgica funda-se na cristologia do gesto de Jesus.

E nós também, nas nossas celebrações, devemos viver a liturgia com «... nobre simplicidade, evitando repetições inúteis; adaptando à capacidade de compreensão dos fiéis, em geral sem muitas explicações... "(cf. Sacrosanctum Concilium 34). Falta bom gosto no espaço litúrgico (excesso de toalhas e rendas, exagero de castiçais e velas, altares carregados, multiplicação de cruzes, explosão dos ornamentos florais “muitas flores matam as flores” ...), pouca atenção à música e ao canto, esquecimento do desenvolvimento e da harmonia ritual. Muita decoração, pouca santidade!

Enfim a beleza da liturgia é a beleza da pessoa de Cristo e do seu dom pascal oferecido na comunidade celebrante, e sua beleza deve ajudar a cada um nós a viver melhor em nossa sociedade em nossas casas, nas escolas, nas universidades , nos trabalhos, pois a liturgia é amor doado e acolhido, a liturgia nos ajuda a nos tornamos homens e mulheres, agentes transformadores do mundo com a força do Espirito Santo.

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©2020 por Danilo Guedes