Epifania, a festa do encontro inter-religioso.

“Vimos sua estrela e viemos adorá-Lo”, esta foi a expressão dos magos do Oriente diante da corte de Herodes e que gerou uma agitação em toda Jerusalém. Tão perto e não o reconheceram, “a luz veio aos que eram seus e não o acolheram”, relata São João no capítulo primeiro de seu evangelho.

A Festa da Epifania do Senhor, ou seja da manifestação da divindade de Jesus ao mundo, é um convite ao diálogo, amizade e harmonia entre os povos. Os Reis Magos não se tratam de uma "alegoria do evangelho", é uma mensagem concreta pela qual Deus quis comunicar o seu mais íntimo mistério: Somos todos seus filhos, e nos tornamos filhos no Filho!

Se mediante a encarnação do verbo (Jo,1,1), a humanidade que estava envolta nas trevas, conheceu a luz, é por meio da Epifania do Senhor que esta luz é proclamada como salvação da humanidade. Segundo o Papa Francisco “A estrela que é capaz de guiar cada homem a Jesus é a Palavra de Deus, Palavra que está na Bíblia, nos Evangelhos. A Palavra de Deus é luz que orienta o nosso caminho, nutre a nossa fé e a regenera. É a Palavra de Deus que renova continuamente os nossos corações, as nossas comunidades”

O número 271 da Encíclica Fratelli Tutti, diz:As várias religiões, ao partir do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade. O diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. Como ensinaram os bispos da Índia, «o objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz, harmonia e partilhar valores e experiências morais e espirituais num espírito de verdade e amor.

A Declaração Nostra Aetate, sobre a Igreja e as religiões não cristas, diz que a Igreja considera com estima os crentes de todas as religiões, apreciando o seu compromisso espiritual e moral (cf. n. 3). A mesma declaração conclui que: Não podemos, porém, invocar Deus como Pai comum de todos, se nos recusamos a tratar como irmãos alguns homens, criados à Sua imagem. De tal maneira estão ligadas a relação do homem a Deus Pai e a sua relação aos outros homens seus irmãos, que a Escritura afirma: «quem não ama, não conhece a Deus» (1 Jo. 4,8) - (cf. n.5)

Segundo o designer, Michal Žák, esta releitura alegórica dos Reis magos aos representantes de outras religiões não cristãs, tem o objetivo de promover o diálogo inter- religioso e sobretudo reconhecer a presença da verdade, Jesus Cristo, em outras manifestações de Fé, sem abrir mão da revelação presente na economia da salvação, tutelada pela Igreja de Cristo, santa e católica.

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