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Pureza e essência. A espiritualidade da arte de Wolfgang Laib

A beleza da arte é capaz de reconectar o homem a natureza, e por sua vez, a Deus.

O artista contemporaneo Wolfang Laib, alemão, conhecido como "o escultor", é mundialmente conhecido pela simplicidade de sua arte, sobretudo pela leveza e profundidade em saber conjugar elementos do cotidiano segundo a harmonia estética da natureza.

Queremos destacar uma obra em particular, Pollen from Hazelnut, de período minimalista segundo o estilo Arte in situ, produzida com pólen (colhido artesanalmente), cera de abelha, leite, mármore e arroz. Elementos naturais que foram associados devido as suas combinações simbólicas e pureza de essência.

Exatamente esta obra, sintetiza por meio da arte, um dos objetivos do projeto Creio logo existo, que não se trata apenas de reproduzir um conteúdo de fé e espiritualidade, mas por meio do diálogo plurilateral, comunicar a beleza do Criador e instigar ao debate fraterno, aprofundando as razões da nossa fé em constante relação com a cultura contemporanea.


Wolfang Laib, encontrou no pólen o sentido da vida, não utiliza muitos recursos, somente os pólens recolhidos durante várias semanas na natureza, um passador e uma colher.

Sem recursos, mas com sentido.

Numa cidade como NYC, leva quem entra em contacto com a arte para além da simplicidade, à experiência do cheiro da natureza (talvez não muito comum em NY).

A opção do artista, revela também a opção de vida, o estilo de vida, e o significado para a sua vida, ou melhor, como interpreta a vida.

Sua obra é um convite á imersão interior da alma, a redescobrir a beleza interior da pessoa humana, numa sociedade profundamente marcada pela imagem exterior, pelo que "parece"e não necessariamente pelo que de fato é em sua mais íntima profundidade.

Don’t Call the Cleaning Crew. That Yellow Spill Is Art - Museum of Modern Art

“O artista, quando modela uma obra, exprime-se de tal modo a si mesmo que o resultado constitui um reflexo singular do próprio ser, daquilo que ele é e de como o é. ‘Isto aparece confirmado inúmeras vezes na história da humanidade. De fato, quando o artista plasma uma obra-prima, não dá vida apenas à sua obra, mas, por meio dela, de certo modo manifesta também a própria personalidade. Na arte, encontra uma dimensão nova e um canal estupendo de expressão para o seu crescimento espiritual. Através das obras realizadas, o artista fala e comunica com os outros”.

S. João Paulo II, Carta aos Artistas, 2.
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©2020 por Danilo Guedes